sábado, 11 de julho de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Quando eu era menina achava meu mundo perfeito: meu pai, minha mãe, meu irmão adorado, meus cachorros e eu, nossa casa, os passeios de domingo que meu pai curtia como ele só... Pegar o carro e cair na estrada, conhecendo cidades... Eu era muito, mas muito feliz.

Quando eu tinha doze anos meu mundo perfeito desabou com a partida inesperada da minha mãe pra espiritualidade. Foi a primeira porrada que tomei na vida e, com certeza, a que deixou a marca mais profunda. Eu, que já amava os dois homens da minha vida loucamente, mesmo sentindo uma dor lancinante, engoli o choro e a angústia que me arrasava. Por causa deles dois. Só consegui chorar tudo que tinha pra chorar pela minha mãe uns dez anos depois, com minha terapeuta. Na época eu achava que tinha que ser forte por eles, para eles.

Como eu amei meu pai. Aí, vão dizer: mas todo mundo ama o pai, ué! Ah, como eu amei e amo, não sei não. Até hoje, vinte e um anos depois dele também ter partido, ainda ouço as canções que ele gostava e, muitas vezes, danço com ele no meu coração (era um dançarino de 1ª!). E, todas as vezes que penso nele, assim como acontece com minha mãe, choro uma saudade doída que só.
Meu amor por ele é tanto que, quando toda a minha família espiritual, eu inclusive, estivermos na espiritualidade, se ele não puder caminhar conosco, por algum motivo, eu fico com ele e vou depois, quando ele puder ir. Jamais deixaria meu pai pra trás, mesmo me afastando por um tempo de outros seres que amo infinitamente.

Acho que comecei bem esse resgate, com o primeiro homem e a primeira mulher da minha vida. Existem outros.

domingo, 10 de maio de 2009

Um amigo meu viu uma foto minha de uns 20 anos atrás e disse que eu não me parecia comigo. Mas como?! Eu olho aquela foto e me vejo nela. Bom, talvez uma ruga aqui, uma engordada ali, mas aquela sou eu. Ou será que não sou mais? Os anos vão passando, a vida vai acontecendo e a gente, às vezes, vai se perdendo de si mesma. E essa fase da vida, que chamam de climatério não é nada fácil, pelo menos não para mim. O resgate que procuro é dos meus sonhos, da minha alegria, da minha essência. Por isso volto agora a fazer uma das coisas de que sempre gostei: escrever. Vamos ver no que vai dar.